A energia solar fotovoltaica será fundamental para reduzir o aquecimento global
Para alcançar a meta de não exceder +1,5 °C de aquecimento global até 2030, o relatório mais recente da IRENA, apresentado na COP28, afirma que será necessário triplicar nesta década a produção de energia a partir de fontes renováveis.
Um relatório recente da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) destaca a necessidade crítica de uma ação rápida e decidida para limitar o aumento da temperatura global da superfície a 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais até o fim do século. O relatório, baseado no World Energy Transitions Outlook 2023 da IRENA, ressalta que o sucesso na redução das emissões de gases de efeito estufa na década atual é determinante para atingir essa meta. O estudo enfatiza a necessidade de uma transformação significativa e rápida do sistema energético, com foco em eficiência energética, eletrificação alimentada por renováveis, hidrogênio limpo e uso direto das renováveis.
Apesar de algum progresso, considera-se que a implantação das tecnologias de transição energética é insuficiente em velocidade e escala para se alinhar aos objetivos do Acordo de Paris. O relatório reforça a urgência de uma aceleração substancial no fornecimento de energia, nos setores de uso final e nas tecnologias habilitadoras.

De acordo com o Cenário de 1,5 °C da IRENA, a capacidade total instalada de geração de energia renovável no mundo deve mais que triplicar até 2030, chegando a 11.174 GW, com capacidade solar fotovoltaica acima de 5.400 GW e instalações eólicas superiores a 3.500 GW (3.040 GW onshore e 500 GW offshore). A participação das renováveis variáveis na geração de eletricidade deve subir de 10% em 2021 para 46% em 2030, o que exigirá maior flexibilidade na operação do sistema energético. O relatório também destaca um crescimento expressivo da capacidade hidrelétrica, que alcançaria 1.465 GW em 2030 no Cenário de 1,5 °C da IRENA.

No caso da energia solar, isso significará quintuplicar a capacidade de geração de energia solar fotovoltaica, passando de 1.005 GW em 2022 para 5.457 GW em 2030. Esse aumento de capacidade é influenciado, entre outros fatores, pela queda do custo nivelado de eletricidade (LCOE) da energia solar, hoje a segunda mais competitiva em custos (depois da eólica onshore), 29% mais barata do que o menor LCOE dos combustíveis fósseis.

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